Monstro

"Sou um galho seco e frio
de uma noite de inverno
a espera da ressurreição
umedeça minhas raízes com seu veneno

oh, flor de lótus
a lótus que brilha a prateada luz da lua
em rublo vermelho cor de sangue
gotejando o leviano gosto de ódio

vejo a cor da morte
cada vez menos opaca aos meus olhos de vidro
incertezas de uma existência, incertezas de um fato, de uma situação, ação
incertezas de quem é, de quem sou

serei um maldito sanguessuga,
alimentado pelo ódio de corações alheios ?
serei eu o extra ?
o morto entre os vivos ?

devolva o morto à morte
não tenho certeza de quem sou,
não quero ser a criatura que tenho ódio
tanto ódio que metamorfou-se e virou amor

não sou um monstro
sobreviva comigo
o sangue de lúcifer nos alimentará
e até deus nos temerá

entre duvidar e incertezas, não sei mais quem sou
nao sei mais o que sinto e o que posso fazer
nao sei como explicar o que está em meu coração
cujo está transbordando ódio.

ódio carregado por aqueles que temem a mim
bebido no maligno cálice sagrado.
talvez eu seja o monstro que todos pensam.
sobreviva comigo."

- Torture.

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